Uma consultoria à disposição dos associados

Atuação de modo preventivo em relação aos problemas ambientais. Este é o foco do trabalho de consultoria em gestão ambiental, oferecido pela Ajoresp às indústrias associadas, ao Polo Joalheiro “José Pascoal Costantini” e toda a comunidade, considerando a importância de disseminar as informações a respeito das responsabilidades e do envolvimento do setor joalheiro em relação a essa temática. A consultora Celeste Damião anuncia para breve a publicação do Manual de Produção Mais |Limpa, elaborado pela Associação em conjunto com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) contendo normas de boas práticas como sugestão para que as empresas incorporem em seu processo produtivo, reduzindo a geração de resíduos e desperdício de recursos naturais.

Na percepção de Celeste, as indústrias joalheiras de São José do Rio Preto e de todo o Noroeste Paulista não têm apresentado grandes problemas na atualidade. “No passado, já foi pior” ela destaca, mencionando como questão remanescente a destinação final do gesso utilizado como insumo. Os resíduos passaram por análise laboratorial e hoje são encaminhados para um aterro industrial, de acordo com a legislação. Um estudo realizado em parceria da Ajoresp e o Laboratório de Química Ambiental da Unesp, de São José do Rio Preto demonstrou que as condições dos resíduos ainda não recomendam a reutilização do gesso na produção, mas existe a possibilidade de aprofundar os estudos e mudar esta realidade futuramente.

Arborização do polo. Tem merecido especial atenção da Consultoria Ambiental da Ajoresp o trabalho de arborização do Polo “José Costantini”, uma área de 78 mil metros quadrados localizada ao lado da rodovia Washington Luís, parte do local onde antes funcionava o Instituto Penal Agrícola. O tecnólogo em fruticultura, Gabriel Fedozi Furlani, foi contratado para orientar profissionais de jardinagem a respeito de práticas agroecológicas a serem implantadas no Polo.

Destacamos que a área de reserva legal do Polo Joalheiro passa por mudanças de manejo, como a utilização de produtos orgânicos para o controle de pragas e doenças. Estas práticas também serão realizadas no entorno de sua lagoa de contenção das águas pluviais,  onde serão cultivadas espécies frutíferas.

O projeto de plantio de mudas de árvores nativas e frutíferas é baseado em estudos florísticos de espécies mais adaptadas a nossa região, facilitando manejo e o uso de práticas mais sustentáveis.

Uma das práticas recomendadas foi a utilização da “adubação verde”, que consiste no plantio de espécies leguminosas, que tem a capacidade de incorporar o nitrogênio no solo e com isto melhorar suas características químicas e biológicas.

Quanto à escolha das espécies para compor esta adubação verde do Polo, optou-se pelo plantio da Crotralária sp., uma planta de flores amarelas. Outra vantagem do seu plantio é atração de libélulas, que um inimigo natural do mosquito Aedes aegypti, o temido transmissor de doenças como a dengue, a febre amarela, a febre Chikungunya e ou vírus “zica”.

A Consultoria também está à disposição das indústrias associadas para palestras técnicas que envolvam questões de documentação ambiental e solicitações de licenciamentos e outras exigências legais.